18 de dezembro de 2009

Das certezas

Eu tenho certeza de que as coisas que digo não são eternas. Tenho ainda mais certeza de que vou mudar de idéia amanhã, talvez não sobre isso, mas sobre várias outras coisas.

As certezas e as verdades duram apenas o tempo que se leva para pensar e para dizer. É para isso mesmo que servem, pois a vida não pode ser estática e vitrificada.

O certo é que o ano está acabando (pelo menos no calendário ocidental ordinário) e que um novo período de 365 dias começa em poucas semanas. Também é certo que 90% dos meus (ou nossos) planos vão por água abaixo e que a vida vai ser até melhor por isso.

Porque nada é certo, tudo se manifesta do jeito que quer, mudando até as verdades mais encrustradas.

Que delícia!

(breve lista de (não) realizações 2009)

15 de dezembro de 2009

São diversas formas

Um enfarto;
Ser atropelada;
Cair da escada;
Congestão...

São inúmeras as possibilidades. Mas continuo aqui.

(ando trabalhando demais)

14 de dezembro de 2009

O simples

Elogiaram um desses textos meus abaixo no orkut pela "ausência de redação sofisticada".

Depois da estranheza da primeira leitura, achei uma das melhores coisas que já disseram sobre textos meus.

Não gosto de rococós, nem de usar termos desconhecidos, obscuros, ou de ficar imitando os caras que eu admiro (e tenho admirados empolados, de textos robustos e cheios de neologismos, ou de esmero no trato do erudito).

Ser simples é difícil, porque na simplicidade é fácil pegar quando não se diz nada.

Já não tenho mais idade para textos com mensagens cifradas para amores distantes, ou inimigos próximos.

Então escrevo assim, do jeito que escrevo. Esse jeito chamado de simples. Gostei.

10 de dezembro de 2009

Sem saber o que dar de presente?

Vem aí o calendário Pindura 2010




Com uma ilustração por semana, este calendário, produzido em Brasília, reúne ilutradores de todo o país com o tema: paradas de ônibus. E você ainda ganha de brinde um prego (para pendurar, entendeu?) e um vale-transporte customizado.

O lançamento acontece amanhã, dia 12, na galeria Objeto Encontrado - CLN 102, bloco B, loja 56, Asa Norte.





Quem quiser algo mais simples, estão à venda os cartões de natal da Luda, em dois modelos, por R$ 9,90 cada. Contato: luda@ludailustra.com

9 de dezembro de 2009

O cinema fala de cinema

Filmes de ação são um clássico na vida de qualquer um, independente de gostar de cinema, ou do gênero. Rambo virou desenho animado nos anos 90, e tinha GI Joe e etc.

Este é um gênero que eu considero decadente, que gera estranhas celebridades, como o atual governador da Califórnia, ou o bizarro Stalone, que chegou ao fundo do poço profissional com o seu Rambo V.

No meio disso tudo aparece um ótimo filme, que pretende contar os bastidores dos filmes de ação e seu impacto a vida de seus protagonistas.

JCVD mostra um Jean-Claude Van Damme maduro, pós-vício, pós(ou na)-decadência física e profissional.

Falido, JC volta a atuar no Jopão, numa produção semi-caseira e sujeito a um diretor absolutamente temperamental. Além de ter que lidar com o limite físico ("já tenho 50 anos", ele grita no meio de um take), o ator enfrenta sérios problemas domésticos com a perda da guarda da filha após o divórcio.

Sua filha declara no tribunal que não quer ficar com o pai porque é vítimas de piadas na escola toda vez que passa um filme do JC na TV.

Em meio a essa crise, Van Damme volta a sua cidade natal, na Bélgica. Ao entrar numa agência de correio, para sacar dinheiro, acaba refém de um roubo que todo mundo pensa que é ele quem está cometendo.

Van Damme se mostra um grande ator, pela primeira vez para mim, neste filme que sequer chegou a passar nos cinemas brasileiros, e faz um mea culpa e expõe sua vida pessoal, suas crises, neste filme pseudo-biográfico.

...

Abraços Partidos

O novo filme do Almodóvar conta a história de um cineasta que fica cego num acidente, pouco antes de concluir o que seria sua grande obra.

Não é o melhor filme do diretor, mas é interessante como ele faz uam leitura de sua carreira a partir de um de seus clássicos. É Mulheres à beira de um ataque de nervos o filme inconcluso do diretor.

1 de dezembro de 2009

Os limites do controle (2009), de Jim Jarmusch

Não leio faz tempo e tenho me dedicado pouco a ver filmes, mesmo com um insandecido “downloader” em casa.

Este fim de seman, o Biu me obrigou a assistir duas de suas últimas baixadas “para eu ficar mais inteligente”. Vamos à primeira delas (a próxima a seguir):

Os limites do controle (2009), de Jim Jarmusch

Saga surreal de um executor contratado por uma organização, que não se sabe exatamente de que tipo, para...Num clima misterioso, a trama de espionagem começa com a contrataçãodo personagem de Isaach de Bankolé (que já tinha sido o sorveteiro haitiano de Ghost Dog) para fazer um serviço.

As instruções vêm em uma caixa de fósforo que é entregue pelo contratante (francês?), que instrui, no ato da contratação do trabalho: "Quem se acha mais importante que os outros deve ir ao cemitério para ver o que é de verdade: um punhado de pó".

Mais instruções, vindas em mais caixas de fósforo, e a frase se repete em várias línguas. Aliás, a comunicação de pessoas em línguas diferentes já tinha aparecido em Ghost Dog e volta como uma lembrança de que não é isso o que nos distancia.

Uma sucessão de personagens, numa viagem pela Espanha, levam o protagonista ao seu destino e ele afirma para um magnata corporativo, ou algo do gênero, que "a realidade é aleatória".

Jarmusch conduz lindamente esta viagem pela música, pintura e cinema (que são o pano de fundo da trama) e nos faz concluir que "la vida no vale nada".


Dica: se quiser ver também, clique aqui.

25 de novembro de 2009

De volta?

Estou há tempos sem escrever aqui. Vida corrida, muito trabalho, projetos que dão certo, muitos que dão errado, mas a roda gira.

Espero estar de volta.